Perguntas e Respostas sobre os ingressos para 2027
18.08.2026
Foram realizadas quatro etapas de venda até o momento. Passaporte Rio Carnaval, em 9 de março: os três dias de desfiles competitivos juntos. Ingresso Sambista, em 6 de abril: tickets cuja data é escolhida pelo comprador no futuro, após o sorteio da ordem de desfiles. Em agosto, houve pré-venda entre os dias 7 e 9, e a venda geral no dia 10.
Arquibancadas especiais, dos setores pares e ímpares (exceto o 9). Nas etapas mais recentes, de agosto, também foram vendidas as cadeiras individuais (Setor 12).
Para os três dias de desfiles competitivos (domingo, segunda e terça de Carnaval: 7, 8 e 9 de fevereiro de 2027) e o Sábado das Campeãs (13 de fevereiro).
Entre R$230 (Ingresso Sambista) e R$499 (Passaporte Rio Carnaval para os três dias). Os tickets avulsos da pré-venda e da venda geral, em agosto, saíram a R$250 cada.
Sim. A Liesa já havia anunciado que, em breve, abrirá as vendas de frisas e arquibancadas populares (Setores 12 e 13). Nova oportunidade para arquibancadas está em análise. Ela depende de fatores diversos, incluindo a verificação de dados das vendas já realizadas. Ingressos identificados em processo de revenda ilegal, quando o comprador é identificado, são cancelados e recolados à venda. No ano passado, processo semelhante possibilitou uma venda extraordinária em outubro. Novidades sobre o tema serão divulgadas nos canais oficiais de comunicação.
Elas garantem o adiantamento de receitas às escolas de samba para a produção dos desfiles seguintes. Antes, esses recursos chegavam em cima da hora para o Carnaval.
O formato está em curso desde 2023 e faz parte do processo de digitalização dos ingressos e das vendas, antes promovidas por telefone e fax. Além de garantir a antecipação de receitas, a digitalização também permite o mapeamento de dados relevantes da festa.
A Liesa, conforme informado em nota oficial, solicitou um relatório técnico à Ticketmaster, operadora oficial das vendas de ingressos. Houve também uma reunião para explicação prévia das métricas e exposição das reclamações dos sambistas sobre as vendas, no dia seguinte à operação. O relatório foi entregue à Liesa no dia 14 de agosto.
A Ticketmaster informou, questionada pela Liesa, que o fenômeno seria comum em vendas de alta demanda. Nelas, segundo a operadora, milhares de pessoas visualizam os mesmos ingressos ao mesmo tempo. Porém, ao selecionarem a quantidade desejada e seguirem para o carrinho (antes do pagamento), os tickets já não estão mais em estoque.
Sobre a reclamação, a empresa afirmou: “Em um evento de altíssima demanda, é como o processo de compra em uma grande promoção no mercado. Às vezes o produto está no carrinho de alguém, mas pode ser que a pessoa desista ou o pagamento não seja aprovado, e ele volte para a prateleira. Ao voltar para a prateleira, todas as pessoas conseguem ver este produto, mas somente uma terá sucesso em colocá-lo em seu carrinho”.
O fenômeno, ainda segundo a Ticketmaster, acontece quando o estoque de ingressos já está próximo do final.
Questionada pela Liesa, a Ticketmaster informou que este é o formato de funcionamento de vendas on-line na plataforma. Na reunião com a liga, foi explicado que, sob alta demanda, é importante garantir aos compradores o fluxo de acesso à interface de compras. De outra maneira, o tempo de espera na fila virtual seria muito longo do que o praticado.
A sala de espera, diz a Ticketmaster, é aberta até 30 minutos antes do horário programado para a venda. Já a fila virtual começa a se formar exatamente no horário programado. As pessoas são transferidas da sala de espera para a fila virtual de forma aleatória, após login no sistema. A intenção é o uso de robôs e fraudes no processo de compra.
De acordo com a Ticketmaster, este seria um processo utilizado pelo mercado de venda de ingressos em geral. Para eventos de alta demanda, é preciso garantir a disponibilidade do sistema de venda e de pagamentos. Por isso, a fila virtual é aplicada. Ainda segundo a empresa, a sala de espera é uma forma das pessoas estarem concentradas para o início da venda, já devidamente logadas no sistema. Como a transferência das pessoas da sala de espera para a fila virtual é aleatória, não há diferença se a pessoa entrou na sala de espera faltando 5 ou 30 minutos para o início da venda. Depois, na fila, a posição é estabelecida.
Para garantir acesso aos compradores que estavam no expediente mais cedo, de manhã e à tarde, como é o caso da maioria dos sambistas. A decisão coube à Liesa.
De acordo com a Ticketmaster, havia cerca de 5,2 mil pessoas aguardando na sala de espera para entrarem na fila virtual a partir das 19h do dia 10 de agosto.
Após pedido da Liesa, a Ticketmaster informou às 20h25m do dia 10 de agosto, no encerramento da venda geral, o seguinte dado: “pessoas na fila: tivemos 15 mil +” (transcrição exata da informação recebida pela liga).
Na reunião do dia seguinte, 11 de agosto, a Ticketmaster informou que o número de 15 mil seria relativo ao pico de usuários nas filas (o máximo de pessoas esperando para comprar, simultaneamente). Não representava, portanto, o total de interessados, informado em 55 mil adesões às filas virtuais.
No relatório técnico, de 14 de agosto, consta um total de 55 mil adesões às três filas virtuais da venda geral (arquibancadas pares e ímpares, junto das cadeiras individuais). Segundo a operadora, 32 mil usuários teriam sido responsáveis por essas adesões (isso porque eles estavam aptos a acessar as três filas). O relatório técnico descreve o pico às 19h.
De acordo com o relatório de 14 de agosto, que inclui screenshots e gráficos dos dados referentes à venda geral de 10 de agosto:
Total de adesões às três filas: 55 mil;
Usuários que aderiram às filas durante todo o período de vendas (mais de uma ao mesmo tempo): 32 mil;
Pico de usuários nas filas simultaneamente, às 19h: 15 mil
Pico de usuários no site simultaneamente, às 19h (nas filas ou fora delas): 22,4 mil
De acordo com a Ticketmaster, o intervalo variou entre 2min25s, na fila por cadeiras individuais do Setor 12, a 13min57s, nas arquibancadas do lado par. No ímpar, 10min64s. A percepção de cada um pode virar de acordo com o horário de acesso.
Com 30 minutos de venda, as possibilidades de compra ficaram mais escassas. Aos 48 minutos, a disponibilidade estava baixa em todos os setores. As informações são da Ticketmaster, que informou a finalização das vendas à Liesa depois de 1h45m da abertura.
A demanda de compra foi muito maior do que a disponibilidade de ingressos. Assim, o setor e/ou dia estava esgotado, enquanto outros itens à venda continuavam disponíveis. Essa foi a explicação fornecida pela Ticketmaster, questionada pela Liesa, sobre casos do tipo.
Não. O limite na venda geral era de quatro tickets por CPF, para cada um dos quatro dias de desfile. Cada usuário, portanto, poderia adquirir até 16 ingressos.
O formato permitia a compra coletiva (para famílias e grupos de amigos, por exemplo), mas sem estimular o cambismo, já que as entradas são pessoais e intransferíveis. O comprador é quem precisa portá-las no evento e cadastrar seus convidados na plataforma da Ticketmaster (Quentro).
Segundo a Ticketmaster, o número médio foi de 1,87. Na prática, cada pessoa que finalizou uma compra garantiu para si ao menos um acompanhante.
Sim. Com o número médio de ingressos por compra (1,87) informado pela Ticketmaster, a demanda registrada (55 mil adesões à fila, movidas por 32 mil usuários) seria suficiente para esgotar a venda geral. Os números estão acima do comportado nas arquibancadas (Setor 2 a 11, exceto o 9) e nas cadeiras (Setor 12), que somam cerca de 20 mil assentos.
Sim. Só que esse total também considera outras estruturas que não são vendidas nas etapas mencionadas. É o caso, por exemplo, das frisas e das arquibancadas populares (Setores 12 e 13). Há também o Setor 1, que é doado a componentes das escolas de samba com biometria facial, para garantir que cheguem até a ponta.
De acordo com informações da Ticketmaster, fornecidas após pedido da Liesa, houve aumento na procura de turistas nacionais na comparação com 2026. Ou seja, compradores de fora do Rio de Janeiro.
A revenda dos tickets a preços mais altos, como praticam os cambistas, é ilegal. O Carnaval é atravessado por essa prática, historicamente, assim como todos os grandes eventos do país. Com o aumento da demanda, conforme mencionado, é de se esperar que o interesse paralelo pelas entradas também aumente. Isso não quer dizer, no entanto, que elas estejam sob o controle de cambistas. A Liesa não tem relação alguma com eles. A entidade não repassa ingressos a cambistas: seu compromisso é com os apaixonados pelo samba.
São indícios que precisam ser analisados e comprovados, já que existem pessoas que se aproveitam das datas de vendas virtuais (e de seu esgotamento) para aplicar golpes. Um anúncio não se refere necessariamente ao desvio de um ingresso oficial e válido. Existe uma alta chance de o vendedor receber o dinheiro (ou parte dele), mas nunca completar a transferência — seja porque sequer detém o ingresso, seja porque ele é intransferível. Por isso, a Liesa recomenda somente o uso da plataforma oficial para a aquisição de entradas.
Não necessariamente. É possível, sim, que usuários tenham adquirido ingressos por meios oficiais e, agora, estejam tentando revendê-los. No entanto, existe uma alta possibilidade de se tratarem de golpes. O monitoramento ativo da Liesa indica, por exemplo, que ambos os sites anunciam tickets para os Setores 12 e 13, que sequer foram vendidos ou emitidos pela liga ou pela Ticketmaster — e, portanto, não poderiam ser entregues aos compradores da revenda. Um terceiro site chega a ofertar “ingressos físicos ou digitais”, quando não existe, há três anos, ingresso físicos (de papel) que dêem acesso ao Sambódromo do Rio.
A Liesa conta com o auxílio da Ticketmaster neste sentido, uma vez que a empresa é a maior tiqueteria do mundo. Enquanto multinacional, ela é auditada por seus próprios mecanismos e também fiscalizada externamente por diversos governos do mundo inteiro (incluindo o brasileiro). A operadora possui mecanismos para evitar o cambismo — alguns deles mencionados acima. Em paralelo, a Diretoria de Comunicação da Liesa promove um monitoramento ativo contra o cambismo. Ele inclui pesquisas na internet e nas redes sociais e contato direto com sites, perfis e páginas que estão ofertando ingressos. Quando comprovado que uma entrada está sendo utilizada por um cambista, os dados dela são indicados para cancelamento à Ticketmaster, junto com a comprovação da ação ilegal. O Departamento Jurídico é acionado em paralelo para tomar as providências cabíveis.
Enviando, por e-mail, eventuais denúncias para ingressoseguro@liesa.org.br. O canal de recebimento de informações é mais uma iniciativa em prol do público do Carnaval.
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